Postado em 03 de fevereiro, por NOMAD

Investimentos

Investimento ESG: estratégias que melhoram o mundo

Nas últimas décadas, as práticas sustentáveis passaram a ser uma pauta importante dentro das políticas governamentais, estratégias empresariais e do nosso comportamento social. Exatamente por isso, o termo ESG vem ganhando cada vez mais espaço entre os investidores ao redor do globo.

As iniciativas ESG são baseadas em mudanças de hábitos de consumo, discursos de empresas (inclusive das mais antigas e tradicionais) e, principalmente, dos grandes líderes mundiais, que têm colocado o meio-ambiente entre as suas prioridades.

Quer aprender mais sobre ESG e como esse movimento pode influenciar os seus investimentos? Confira esse artigo!

O que é ESG?

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (ambiental, social e governança, em português). Em resumo, é um conjunto de métricas para analisar o compromisso de uma empresa ou instituição com práticas sustentáveis, em um sentido amplo. 

Em outras palavras, busca-se com ESG mensurar se a empresa é realmente uma opção viável de investimentos sustentáveis. Para isso, é observada a capacidade de gerar impactos positivos financeiros, sociais e ambientais.

As práticas ESG são utilizadas como critérios para entender se uma companhia tem sustentabilidade empresarial, ampliando a perspectiva de análise do negócio para além das métricas financeiras.

Conheça, a seguir, os três pilares do ESG:

  1. Ambiental
    Do ponto de vista ambiental, avaliam-se métricas como a intensidade de emissão de gases de efeito estufa; eficiência hídrica e energética; como a empresa manuseia e lida com resíduos; se há testes de produtos em animais ou terras férteis; quais são as fontes das matérias-primas utilizadas; e qualquer outro tipo de impacto que possa atingir o ecossistema durante as etapas produtivas da companhia.
  2. Social
    Na análise social, verifica-se o impacto da empresa em seu público consumidor e as comunidades afetadas pela cadeia de produção. Isso inclui a integridade das condições de trabalho de fornecedores e funcionários; o número de fatalidades na produção; diversidade; e inclusão. Além disso, também é observada a transparência em cobranças e os termos nos produtos oferecidos.
  3. Governança
    Nesse pilar, analisam-se aspectos como o histórico da ética de trabalho dos líderes e acionistas controladores da empresa; como os acionistas minoritários são tratados; a importância dada para a saúde financeira; o respeito às leis fiscais; a transparência na gestão do negócio; e a escolha de parceiros e fornecedores confiáveis.

Como surgiram as práticas ESG?

O termo ESG foi utilizado pela primeira vez em um relatório de 2004 intitulado “Who Cares Wins” (“Ganha quem se importa”, na tradução para o português). O projeto é resultado de uma parceria do Pacto Global – uma iniciativa da ONU – com o Banco Mundial.

O relatório queria mostrar como empresas engajadas com causas sociais e ações de preservação ao meio ambiente e boa governança corporativa obtinham melhores resultados.

No entanto, vale destacar que as práticas sustentáveis e proteção ao meio ambiente já eram pauta de discussões muito antes de 2004.

Em junho de 1992, ocorreu o Earth Summit no Rio de Janeiro, Brasil. No evento, mais de 178 países adotaram a Agenda 21, um plano de ação abrangente de uma parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Já em 2007, surgiram os green bonds, títulos emitidos com objetivo de captar recursos para promover a melhoria ambiental. São conhecidos como títulos verdes ou investimentos verdes.

Em 2015, os Estados-Membros da ONU adotaram a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que criou os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (em inglês: Sustainable Development Goals – SDGs).

A ideia central desses objetivos é que o combate à pobreza deve andar de mãos dadas com estratégias que melhorem aspectos como, por exemplo:

  • saúde
  • educação
  • redução da desigualdade social
  • estímulo ao crescimento econômico

Tudo isso sem deixar de lado as mudanças climáticas e o trabalho para preservar nossos oceanos e florestas.

COP26

Entre outubro e novembro de 2021 foi realizada a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021 – a COP26 -, para discutir sobre as práticas ambientais mundiais. 

Ao final da conferência, dezenas de países assinaram um compromisso em neutralizar a emissão de carbono até 2050. Isto é, qualquer emissão do gás deve ser neutralizada com mecanismos de captura de carbono, como reflorestamento, por exemplo.

Atualmente, o entendimento e a aplicabilidade de critérios ESG por empresas e governos é, cada vez mais, uma realidade. Assim, o ESG avança globalmente e aponta para um caminho sem volta no mundo dos investimentos.

Quais as vantagens dos investimentos ESG?

Investidores iniciantes têm a falsa percepção de que investimentos em empresas ESG têm qualidades morais com o planeta e a sociedade. Mas, ainda assim, creem que não são investimentos melhores do que os feitos em empresas comuns

No entanto, essa opinião não condiz com a realidade. Isso porque a busca por empresas preocupadas com as questões de sustentabilidade pode ser bastante benéfica para o investidor.

Em geral, as empresas ESG demonstram um grande alinhamento com as questões e tendências mundiais do futuro. Assim, o potencial de crescimento da empresa se torna ainda maior. 

As empresas da chamada economia verde são produtoras de bens e serviços ambientais. Por isso, elas têm maior probabilidade de receber incentivos governamentais. Além disso, têm a vantagem de estarem mais próximas dos novos hábitos de consumo.

Essas empresas atuam em áreas que englobam desde energias renováveis, por exemplo, até transporte sustentável e gestão de resíduos. 

Outro exemplo de empresa ESG que surgiu com a evolução tecnológica focada nas práticas ambientais foi a Greentech.

A empresa utiliza soluções tecnológicas não só para reduzir o impacto ambiental negativo das suas operações, por exemplo. Mas, também, para criar produtos e serviços que ajudem a preservar o planeta.

Os pilares da economia verde

Em resumo, as práticas ESG, além de benéficas ao ambiente, podem representar um maior potencial de retorno, tendo como base os seguintes aspectos:

  • crescimento de receita: grandes empresas e governos já usam o ESG para escolher parceiros e fornecedores;
  • redução de custos: essas empresas são mais eficientes no consumo de energia e água;
  • menos intervenções legais: companhias pautadas no ESG estão menos sujeitas a processos trabalhistas, indenizações e multas, entre outros problemas regulatórios;
  • produtividade maior: as métricas ESG contribuem para a satisfação de funcionários e para um impacto menor nas comunidades ligadas ao processo produtivo;
  • otimização de investimentos e ativos: ativos ESG têm um risco menor de enfrentar proibições e restrições de governos, além de estarem menos expostas a desvalorizações em razão de produções poluentes. 

Além disso, para auxiliar na escolha de investimentos sustentáveis, a ANBIMA criou uma regra para identificar os fundos que têm essa tese de investimento. Por isso, é possível identificar fundos de investimento sustentáveis pelo sufixo IS (Investimento Sustentável) no nome. 

Os demais fundos que utilizam os aspectos ESG em seu processo de gestão, mas não têm o investimento sustentável como seu objetivo principal, não poderão utilizar a identificação, mas podem ter uma diferenciação nos materiais de divulgação do fundo.

Fontes: Pacto Global, ONU, Conferência do Clima e Anbima.


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