Postado em 14 de julho, por NOMAD

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Morar no exterior: como se planejar?

Seja para trabalhar, estudar, curtir um ano sabático ou realizar um sonho antigo, morar no exterior é a vontade de muitos brasileiros. Para ser mais preciso, cerca de 70 milhões de brasileiros maiores de 16 anos, se pudessem, mudariam para o exterior, segundo uma pesquisa do Datafolha, instituto de pesquisas do Grupo Folha, realizada no ano de 2018. 

Aliás, considerando esses 4 anos que separam o levantamento dos dias atuais, é bem provável que muitas dessas pessoas tenham colocado o plano em prática. Isso porque, o número de brasileiros a morar no exterior nunca foi tão grande como agora, de acordo o Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o órgão, também conhecido como Itamaraty, são mais de 4,2 milhões de brasileiros vivendo em outros países – um crescimento de 35% comparando o período entre 2010 e 2020, quando o dado era de 3,1 milhões. 

As informações compiladas junto aos consulados mostram que 2% da população mora em um país estrangeiro.

Vale destacar que, no início dos anos 2000, o Brasil ganhou projeção mundial devido as ótimas perspectivas econômicas e sociais alcançadas, atraindo de volta muitos migrantes. 

De acordo com o Itamaraty, a comunidade brasileira no exterior era de 1,8 milhões, no ano de 2012. Comparando apenas o período entre 2012 e 2020, o aumento de expatriados é superior a 130%. Só em 2018, houve um crescimento de 625 mil pessoas no exterior, quantidade maior que as populações de Niterói, Caxias do Sul e Joinville. 

Os números também mostram que nem mesmo as restrições impostas pela pandemia de coronavírus impediram as partidas. Muitos partem com a perspectiva de melhorar de vida, mas pensam em voltar algum dia – situação similar ao que ocorreu entre as décadas de 1980 e 1990, quando os brasileiros migraram para o exterior em razão das sucessivas crises econômicas e dos altos índices de desemprego.

Atualmente, outra tendência observada são os brasileiros com boa qualificação profissional que vão viver no exterior. Profissionais experientes e com conhecimento técnico estão na mira de muitas empresas estrangeiras, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

As comunidades brasileiras mais expressivas encontram-se nos seguintes países:

  • Estados Unidos, com quase 1,8 milhões de brasileiros;
  • Portugal com 276 mil; 
  • Paraguai com 240 mil;
  • Reino Unido com 220 mil;
  • Japão com 211 mil.

Por que morar no exterior?

Como mencionamos anteriormente, são diversos os motivos que levam os brasileiros a se despedirem de sua terra natal, passando pelo sentimento de insegurança, a vontade de aprender e dominar uma nova língua, até a busca por novas oportunidades de trabalho.

Em geral, especialistas apontam a instabilidade econômica e política vivida no país, assim como o crescimento da violência e da taxa de desemprego, como principais motivadores da maior diáspora da história brasileira.

De acordo com um levantamento realizado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, 47% dos brasileiros entre 15 e 29 anos gostariam de deixar o país, nos dias de hoje. Mais um recorde histórico, visto que, entre 2005 e 2010, essa era a vontade de apenas 26% dos jovens. De 2011 a 2014 o desejo era ainda menor, atingindo cerca de 20% da população consultada.

Muito mais do que uma simples mudança física, morar no exterior envolve uma série de decisões, mesmo que seja por um breve período de tempo. É uma resolução que nos faz sair da zona de conforto e, por isso, seus impactos e cenários devem ser cuidadosamente avaliados – tanto os positivos, quanto os negativos.

Se após avaliar todos esses aspectos você se sente confiante para realizar esse movimento, é importante entender qual o principal fator motivacional da sua mudança e como fazer isso legalmente. A seguir, selecionamos as principais opções que podem te levar ao exterior, entrando pela porta da frente:

1. Fazer um curso de línguas

Vivenciar um novo idioma, na prática – ouvindo e falando a língua, do momento que você acorda até a hora de dormir – é, sem dúvidas, a melhor maneira de aprendê-lo.

Mesmo que você já tenha concluído um curso por aqui, um intercâmbio ajudará a ganhar fluência, ampliando o seu vocabulário e a sua compreensão. Essa vivência permite, também, uma imersão cultural incomparável, contribuindo para a aquisição de expressões, frases e gírias que só são utilizadas  pelos nativos.

Outro detalhe: ter esse tipo de vivência internacional pesa bastante no currículo, colocando-o em posição de destaque na busca por uma vaga de trabalho. Além do domínio de uma língua estrangeira, a experiência demonstra uma alta capacidade de lidar com desafios, criatividade e inovação para solucionar problemas.

Em geral, os cursos de línguas se desenvolvem em um intervalo pré-estabelecido de tempo, podendo variar entre 1 mês e 1 ano. Em determinados países, também é possível trabalhar durante algumas horas. 

2. Fazer um intercâmbio universitário

Também conhecido como Study Abroad ou Mobilidade Acadêmica, trata-se de um programa pensado para os alunos que já estão cursando uma graduação no Brasil e desejam ter uma experiência de estudo no exterior.

Atualmente, diversas universidades possuem o seu próprio programa de intercâmbio acadêmico, realizando parcerias e convênios com universidades de outros países. Nesse formato, além de enviar estudantes brasileiros para outros países, a instituição recebe alunos estrangeiros.

Entre as principais vantagens está a possibilidade de alinhar a grade curricular da universidade de origem com a de destino. Como as aulas são regulares e os temas abordados são similares, muito provavelmente o aluno poderá usar esses créditos para compor o histórico necessário para a colação de grau – evitando atrasos na conclusão do curso.

Outro ponto importante é contar com o suporte da própria instituição de ensino brasileira, antes e enquanto mora no exterior, facilitando burocracias. 

Vale ressaltar que os programas de intercâmbio organizados pela faculdade tendem a ser concorridos e podem envolver algum tipo de processo seletivo, como análise do histórico escolar, comprovação de proficiência na língua estrangeira, entrevista com representantes das universidades e carta de motivação.

Assim como acontece com um curso de línguas tradicional, os programas de mobilidade acadêmica possuem durações diferentes, podendo variar de 1 mês a 1 ano.

3. Trabalhar no exterior

De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em 2018, 56% dos adultos brasileiros com curso superior gostariam de morar no exterior

Vale ressaltar que conseguir uma vaga de emprego em um país estrangeiro é, sem dúvidas, o caminho mais seguro para quem quer se estabelecer a longo prazo ou definitivamente fora do Brasil. Afinal de contas, você terá a segurança de fazer esse movimento legalmente e com o orçamento necessário para arcar com o seu novo custo de vida.

Apesar do caminho ser árduo, as perspectivas são muito boas para os brasileiros com boa qualificação. Profissionais da área de TI, engenharia e saúde estão em alta no momento. 

E, mesmo com as leis de imigração ficando cada vez mais duras nos Estados Unidos e na Europa, diversos países possuem cenários mais flexíveis, com leis de incentivo para a contratação de estrangeiros, como o Canadá.

Para quem vai começar a busca por uma vaga de emprego internacional, a dica é caprichar no currículo. É importante pesquisar como o documento costuma ser estruturado no país de origem e ter bastante cuidado para não cometer erros na língua estrangeira.

O CV poderá ser enviado diretamente para as empresas onde você almeja trabalhar ou para recrutadores. Há diversos sites que compilam vagas de trabalho no exterior. 

Caso o seu objetivo seja trabalhar na Europa, fique de olho no site da Comissão Europeia

Já nos Estados Unidos, a indicação é o site da Craiglist e também o portal da Job Monkey.

Também é importante manter um perfil ativo no Linkedin, elaborado na língua nativa do local onde você deseja trabalhar. Siga as empresas que são do seu interesse e fique de olho nas publicações. Com a globalização, centenas de vagas internacionais são postadas diariamente.

Por fim, caso já trabalhe em uma multinacional, verifique os locais onde a empresa atua e comunique aos seus gestores e RH sua vontade e disponibilidade para realizar a movimentação. 

Diversas empresas incentivam e patrocinam o intercâmbio de funcionários.

4. Tirar um ano sabático

Também conhecido como gap year, o termo tornou-se famoso nos últimos anos. Poucos sabem, mas a origem do nome sabático vem do hebraico, que significa “libertação”. 

Ou seja, trata-se de um período de pausa, em que as pessoas procuram parar de viver no “piloto automático” e se permitem novas surpresas. Claro, é muito importante planejar uma reserva financeira, para realizar esse sonho com total segurança. 

Entretanto, muitas pessoas aproveitam esse período para desempenhar funções até então nunca imaginadas por elas, ou até trocar o seu trabalho por estadia ou alimentação, por exemplo.

Além de representar uma pausa para descansar a mente e o espírito, o ano sabático permite um mergulho em diferentes culturas. Para quem quer aproveitar o período para conhecer diversos lugares, a Europa costuma ser um dos destinos mais comuns pela facilidade de deslocamento e a proximidade entre os países vizinhos.

Em qual país morar?

Após decidir o porquê da sua mudança para o exterior, o próximo passo – e, também, um dos mais importantes – é escolher o país onde você gostaria de morar. Isso porque essa decisão irá impactar todo o seu planejamento, visto que cada país têm políticas de imigração e custos de vida diferentes.

Segundo os dados do Itamaraty, a comunidade brasileira está mais presente e consolidada nos Estados Unidos, principalmente nos Estados de Massachusetts, Flórida e Nova Iorque.

Já na Europa, os brasileiros estão em maior volume em Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha e Suíça. No oriente, o Japão também acolhe uma forte comunidade de brasileiros em uma via de mão dupla, já que o Brasil abriga a maior comunidade de japoneses fora do país.

Quando o assunto é o destino preferido dos jovens imigrantes, Austrália e Canadá figuram no topo da lista.

A seguir, confira os lugares que costumam ser os mais considerados pelos brasileiros, assim como os seus principais atrativos para a mudança:

1. Estados Unidos

Se a comunidade brasileira vivendo no país fosse uma cidade, ela seria a oitava maior do Brasil, com 1,7 milhão de habitantes. A jurisdição do consulado de Nova Iorque é a que possui o maior número de registros, com 450 mil inscritos.

Mesmo com todas as barreiras impostas à imigração nos últimos anos, em 2019, houve recorde de aprovação de green cards, visto permanente concedido pelas autoridades americanas, para brasileiros. Na última década, mais de 132 mil brasileiros obtiveram o documento – 32% a mais que no período anterior.

O país com a maior economia do mundo continua sendo visto como uma terra de melhores oportunidades, com mais oferta de trabalho, melhores salários e boa qualidade de vida.

De acordo com a Austin Rating, agência classificadora de risco de crédito, os Estados Unidos lideram o ranking de maior PIB do mundo em 2021, com um acumulado de US$ 22,8 trilhões.

Vale destacar que algumas das melhores instituições de ensino superior estão nos Estados Unidos, como as famosas Universidades de Harvard, Yale e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Outro detalhe é que com o famoso american way of life, ou estilo de vida americano, altamente divulgado e influenciando todo o mundo, a cultura e os costumes americanos são mais íntimos, o que tende a tornar o processo de adaptação um pouco mais fácil.

Para os brasileiros, um ponto a ser observado é o sistema de saúde norte-americano. Ao contrário do Brasil, que tem um sistema de saúde gratuito (SUS), o sistema médico nos Estados Unidos é extremamente complexo e caro. Portanto, lá torna-se praticamente regra investir em um seguro saúde.

Principais tipos de visto para morar nos Estados Unidos

Para solicitar um visto de estudante é necessário ser aprovado em um processo seletivo de uma instituição americana. 

Confira quais são mais comuns::

  • Categoria F: cursos acadêmicos de graduação e pós-graduação;
  • Categoria M: cursos profissionalizantes;
  • Categoria J: estudantes de intercâmbio

Já os vistos de trabalho precisam ser solicitados pela empresa contratante – também conhecido como sponsored visa. Os principais são:

  • Visto H-1B: para funções especializadas;
  • Visto H-2B: para trabalhadores qualificados e não qualificados;
  • Visto H-3: para estagiários

Custo médio de vida nos Estados Unidos

De acordo com o site Numbeo, famoso banco de dados global de preços relatados pelo consumidor e estatísticas de custo de vida no exterior:

  • uma família de 4 pessoas gasta, em média, US$ 3.300 (ou R$ 16.500) por mês – sem contar o aluguel.
  • uma única pessoa gasta, em média, US$ 940 (ou R$ 4.600) por mês – sem contar o aluguel.
  • alugar um apartamento de 1 quarto, no centro da cidade, custa cerca de US$ 1.500 (ou R$ 8.100) por mês.
  • alugar um apartamento de 3 quartos, no centro da cidade, custa cerca de US$ 2.700 (ou R$ 14.680) por mês.

2. Portugal

Listado entre os países mais receptivos da Europa, tornou-se um dos destinos preferidos dos imigrantes brasileiros. Não à toa, a nacionalidade é a principal comunidade estrangeira do país, representando quase 28% do total. Segundo dados do Ministério de Relações Exteriores, são 276 mil brasileiros vivendo por lá.

Um dos principais atrativos deve-se ao fato de que muitos brasileiros já possuem ou têm direito à cidadania portuguesa. Inclusive, recentemente o país regulamentou as alterações previstas na Lei da Nacionalidade, facilitando ainda mais o pedido pela cidadania. Em 2019, das cerca de 23 mil nacionalidades europeias obtidas pelos brasileiros, mais de 70% foram italianas e portuguesas. 

Outra vantagem é a língua, uma vez que, à primeira vista, não há barreiras idiomáticas. Entretanto, por se tratar de um país cada vez mais internacionalizado, é muito comum a adoção do inglês como língua oficial no ambiente de trabalho e, também, nas universidades.

Além da cultura, do clima e da gastronomia, Portugal possui um excelente sistema educacional, reunindo algumas das instituições mais antigas e tradicionais do mundo. Uma ótima notícia é que muitas delas já aceitam a pontuação obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sistema  de saúde do país é o 12º melhor do mundo. Por isso, uma vez que estão estabelecidas no local, muitos imigrantes abrem mão do seguro saúde.

Por fim, destaque para a segurança e tranquilidade do país. Segundo relatório da Global Peace Index, Portugal é o quarto país mais pacífico do mundo.

Principais tipos de visto para morar em Portugal

No geral, os vistos portugueses variam entre: para trânsito ou escala; turista; visto de estada temporária; e visto de longa duração. Quem pretende estabelecer residência no país, provavelmente deverá aplicar para o último tipo, que se divide nas seguintes categorias:

  • D1: visto para trabalhar – deverá comprovar que existe promessa ou contrato de trabalho para atuar no país;
  • D2: visto para empreendedor – deverá demonstrar que a empresa terá relevância econômica e social para o país;
  • D3: visto para investigação ou atividade altamente qualificada – para pesquisadores ou docentes que desejam desenvolver sua atividade em Portugal;
  • D4: visto de estudo, estágio ou voluntariado.

Custo médio de vida em Portugal

De acordo com o site Numbeo, banco de dados global de preços relatados pelo consumidor e estatísticas de custo de vida:

  • uma família de 4 pessoas gasta, em média, 1.900 (ou R$ 9.800) por mês – sem contar o aluguel.
  • uma única pessoa gasta, em média, 540 (ou R$ 2.800) por mês – sem contar o aluguel.
  • alugar um apartamento de 1 quarto, no centro da cidade, custa cerca de 670 (ou R$ 3.650) por mês.
  • alugar um apartamento de 3 quartos, no centro da cidade, custa cerca de 1.300 (ou R$ 7.000) por mês.

3. Reino Unido

Formado por Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, o Reino Unido é altamente atrativo pela sua qualidade de vida e por ser um lugar onde os serviços públicos, definitivamente, funcionam – por isso, se torna um lugar propício para quem pretende morar no exterior.

Sim, a incidência de impostos é alta e o custo de vida também, mas a população, vê – ou melhor, vivencia – um retorno nos investimentos. Dito isso, é um país que demanda bastante planejamento financeiro na hora de realizar a mudança, principalmente se a ideia for morar na capital londrina.

Além de um sistema educacional de altíssimo nível, com instituições super conhecidas, como as universidades de Oxford e Cambridge, o Reino Unido é famoso por ter um sistema de saúde público extremamente eficiente e organizado.

Chamado popularmente de NHS, ou National Health System, é gratuito para residentes legais, sendo que a maioria dos remédios é distribuído gratuitamente, diretamente aos pacientes.

Para os brasileiros, um dos principais pontos de atenção acaba sendo o clima. Mesmo durante o verão, as temperaturas costumam ser mais amenas, geralmente não ultrapassando os 20 graus, além de ter chuvas regulares o ano todo. Londres, por exemplo, é famosa por seus dias cinzas e com garoa.

Principais tipos de visto para morar no Reino Unido

Para os brasileiros, o visto é obrigatório nos casos de estadia superior a 6 meses. Lembrando que a autorização é válida para todos os países do Reino Unido – Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Confira os principais vistos emitidos pelo governo britânico.

  • Tier 2: para contratos de trabalho de longa duração. De difícil acesso, necessita de contrato com uma empresa britânica, assim como comprovação do nível de inglês;
  • Tier 4: para quem pretende fazer uma pós-graduação, graduação ou intercâmbio;
  • Tier 5: para quem vai trabalhar por tempo determinado. Geralmente, tem duração de um ano, podendo ser renovado por mais dois.

Custo médio de vida para morar no Reino Unido

De acordo com o site Numbeo, banco de dados global de preços relatados pelo consumidor e estatísticas de custo de vida:

  • uma família de 4 pessoas gasta, em média, £ 2.300 (ou R$ 14.200) por mês – sem contar o aluguel.
  • uma única pessoa gasta, em média, £ 660 (ou R$ 4.100) por mês – sem contar o aluguel.
  • alugar um apartamento de 1 quarto, no centro da cidade, custa cerca de £ 920 (ou R$ 5.900) por mês.
  • alugar um apartamento de 3 quartos, no centro da cidade, custa cerca de £ 1.600 (ou R$ 10.350) por mês.

4. Japão

Assim como o Reino Unido, esse é um país que faz ótimo uso do dinheiro público, com sistemas públicos de educação e saúde de alta qualidade – não à toa, o Japão possui a mais alta expectativa de vida do mundo, com uma média de vida da população de 84 anos.

Famoso por atrair descendentes, desde 2019 o país permitiu a concessão de vistos de longa duração a não descendentes de japoneses, tornando-se um dos mais atrativos para os imigrantes.

Outro ponto positivo é que as oportunidades de trabalho aumentaram muito nos últimos anos, já que a população do país está cada vez mais envelhecida.

O Japão é, também, um dos países mais inovadores do mundo, liderando áreas como robótica, biotecnologia, nanotecnologia e energias renováveis. Além de ser um dos principais fabricantes de automóvel e eletrônicos do planeta.

Atualmente, mais de 200 mil brasileiros vivem na terra do sol nascente, segundo o Itamaraty.

Principais tipos de visto para morar no Japão

São muitos os vistos disponíveis para quem vai visitar ou morar no país. Aqui, reunimos os principais aceitos para os brasileiros. Confira:

  • visto de estudante: necessário para todos estudantes que vão permanecer mais de 90 dias no país.
  • visto para descendentes de japonês: atualmente, é válido até a quarta geração (bisnetos).
  • skilled Worker: é o visto de trabalho mais comum emitido no Japão. Voltado para profissionais de diversas áreas, exigindo apenas o nível básico da língua.
  • highly Skilled Professional: destinados a especialistas, como pesquisadores e cientistas. Trata-se de uma autorização extremamente trabalhosa e difícil de ser conseguida.

Custo médio de vida no Japão

De acordo com o site Numbeo, banco de dados global de preços relatados pelo consumidor e estatísticas de custo de vida:

  • uma família de 4 pessoas gasta, em média, ¥ 426.000 (ou R$ 16.200) por mês – sem contar o aluguel.
  • uma única pessoa gasta, em média, ¥ 119.000 (ou R$ 4.500) por mês – sem contar o aluguel.
  • alugar um apartamento de 1 quarto, no centro da cidade, custa cerca de ¥ 99.200 (ou R$ 3.950) por mês.
  • alugar um apartamento de 3 quartos, no centro da cidade, custa cerca de ¥ 178.000 (ou R$ 7.000)  por mês.

5. Canadá

O país, que assim como os anteriores também possui ótimos índices de qualidade de vida, com segurança, educação e saúde de primeiro mundo, destaca-se, principalmente, pelos programas de incentivo à imigração.

Uma vez que a população canadense está envelhecendo e há menos pessoas em idade ativa, o país possui diversos incentivos à imigração, principalmente entre os jovens.

Por ter um bom salário mínimo base, sistema de saúde público e transporte de baixo custo, não é difícil manter um bom estilo de vida por lá. Característica que tem colocado o país em posição de destaque.

Nos últimos anos, os pedidos de residência temporária por parte dos brasileiros aumentaram consideravelmente, colocando o Brasil entre as principais nacionalidades que solicitam a permissão.

Principais tipos de visto para morar no Canadá

Seja para trabalhar ou estudar, confira as autorizações necessárias – e mais comuns – para quem pretende ficar por um período superior a 6 meses no país.

  • S-1: visto somente para estudo. O aplicante deverá apresentar uma carta de aceite, elaborada pela instituição onde irá estudar.
  • SW-1: visto para estudo e realização de estágio. Também deve-se apresentar a carta de aceite da instituição de ensino canadense.
  • Work Permit: visto de permissão para trabalho, concedido quando existe uma oferta formal de emprego por uma empresa canadense.
  • Post-graduation Work Permit: permissão de trabalho concedida a um estudante internacional que tenha concluído a universidade.
  • Self-employed: para profissionais autônomos de áreas específicas. Trata-se de um processo bastante complexo.

Custo médio de vida no Canadá

De acordo com o site Numbeo, banco de dados global de preços relatados pelo consumidor e estatísticas de custo de vida:

  • uma família de 4 pessoas gasta, em média, C$ 4.200 (ou R$ 16.300) por mês – sem contar o aluguel.
  • uma única pessoa gasta, em média, C$ 1.200 (ou R$ 4.500) por mês – sem contar o aluguel.
  • alugar um apartamento de 1 quarto, no centro da cidade, custa cerca de C$ 1.500 (ou R$ 6.200) por mês.
  • alugar um apartamento de 3 quartos, no centro da cidade, custa cerca de C$ 2.500 (ou R$ 10.400) por mês.

Quais documentos ter em mãos para morar no exterior?

Após entender qual atividade você vai desempenhar no exterior, qual país fixará residência e, consequentemente, qual o tipo de visto que melhor se adequa à sua situação, é hora de enfrentar a burocracia e levantar todos os documentos necessários para essa empreitada.

Sabemos que cada país tem suas particularidades, mas, no geral, esses são os principais documentos que você precisará ter:

  • passaporte válido
  • visto 
  • histórico escolar e diploma – em alguns casos, traduzidos e juramentados
  • testes oficiais que comprovem a fluência no idioma local
  • carta de aceite da instituição de ensino onde irá estudar ou da empresa onde irá trabalhar
  • demonstrativos financeiros
  • seguro saúde com cobertura internacional
  • carteira internacional de vacinação – um dos documentos mais importantes atualmente, por conta da pandemia de Covid-19.

Como fazer um planejamento financeiro?

Morar em outro país é, sem dúvidas, um grande investimento que demanda pesquisa, estudo e organização financeira

Quem vai apenas para estudar, por exemplo, provavelmente precisará comprovar ao governo estrangeiro que possui meios para se manter, sem trabalhar, enquanto estiver no novo país. 

E mesmo quem vai para realizar uma atividade remunerada precisa ter uma certa quantia “em caixa”, para custear gastos relacionados à emissão de documentos, caução de aluguel e outros custos com a mudança.

Outra dica é planejar-se com antecedência, uma mudança dessa magnitude exige cerca de 6 meses a 1 ano de preparação para que tudo seja feito com tranquilidade e sem atropelos.

Quanto dinheiro preciso para me mudar?

Os valores variam de acordo com o país de destino e o câmbio do momento. A seguir, fizemos uma lista com os principais itens que devem ser considerados e calculados para entrar na sua conta.

Aqui, utilizamos como exemplos os valores médios relacionados à uma mudança para o Estados Unidos, especificamente para a cidade de Nova Iorque, considerando os 2 primeiros meses, segundo os dados da Numbeo.

  • Documentação (emissão de certidões, novos passaporte, etc): R$ 1.000
  • Visto: os valores variam entre US$ 160 e US$ 250.
  • Passagens aérea: R$ 5 mil
  • Seguro viagem: R$ 1 mil
  • Hospedagem (1 mês de Airbnb + 1 mês de aluguel): US$ 4 mil
  • Caução para aluguel (depósito de 3 aluguéis + taxas): US$ 9.500
  • Alimentação (mercado e restaurantes): US$ 4.550
  • Transporte: US$ 780
  • Custo da mudança: R$ 2 mil

Quanto dinheiro preciso para me manter?

O salário médio dos moradores da cidade de Nova Iorque é de US$ 6.500. De acordo com estatísticas do Numbeo, os gastos se dividem da seguinte maneira:

48% – Aluguel

24% – Mercado e Alimentação

12% – Restaurantes

6% – Transporte

5% – Lazer e esportes

3% – Contas básicas (eletricidade, água, aquecimento, internet)

2% – Roupas e calçados

Câmbio: como e quando trocar dinheiro?

Se a sua necessidade será adquirir uma moeda mais valorizada que o real, como o dólar, o euro ou a libra esterlina, a dica é realizar pequenas compras, sempre que perceber que o câmbio ficou mais atraente. Assim, você garante o valor médio, sem perder ou ganhar muito dinheiro.

Com a Nomad Global, é  muito fácil criar a sua conta bancária em dólar! Fique tranquilo, pois mais adiante vamos detalhar esse processo. 

E mesmo quem está acostumado a realizar as famosas remessas ou transferências, conhecidas como wire, com a Nomad é possível realizar o serviço com zero custos pela operação.

Quer saber mais? Não deixe conferir o conteúdo  Como transferir dólar com a Nomad e tenha um panorama completo sobre o assunto.

Operações financeiras internacionais: principais impostos e taxas

A comunidade brasileira no exterior fez remessas de US$ 30,5 bilhões (R$ 171 bilhões) para o Brasil entre 2010 e 2020, segundo o Banco Mundial. Em 2020, mesmo com a pandemia, o volume chegou a US$ 3,6 bilhões, ou 10,9% a mais que o ano anterior. 

Conheça quais nomenclaturas você precisa ficar por dentro na hora de realizar uma transação financeira internacional:

IOF: 

O chamado Imposto sobre Operações Financeiras foi criado na década de 1960, sendo pago por pessoas físicas e jurídicas ao efetuarem operações de crédito, câmbio, seguro ou operações de títulos e valores mobiliários. A porcentagem do imposto sobre o valor depende do tipo de operação. Atualmente, a alíquota flutua entre 0,38% e 6,38% – a mais cara é a que incide nas compras feitas com cartão de crédito, débito ou pré-pago internacional.

Taxa de câmbio: 

De acordo com a definição do Serasa, a taxa de câmbio é o valor de uma moeda em relação à outra. No mundo, o dólar é usado como referência, mas a taxa pode ser calculada para qualquer moeda estrangeira em relação ao real. 

O preço do dólar comercial é determinado pela oferta e demanda, utilizado em transações econômicas de empresas ou do governo. 

Já o dólar turismo é cotado com base no dólar comercial, acrescido do IOF e mais outros custos operacionais e logísticos para fazer a moeda chegar ao viajante.

Taxa de envio: 

O Wire Doméstico é a forma padrão de transferências nos Estados Unidos e, no geral, são cobrados US$ 25 por cada envio.  

Para as demais contas americanas são cobrados apenas US$ 10, sem taxas variáveis e custos escondidos. É a menor taxa do mercado.

Para saber mais sobre como transferir dinheiro para o exterior, confira o conteúdo Transferir dinheiro para o exterior: lei cambial e novas tecnologias.

Como abrir uma conta em dólar?

O processo para a abertura de uma conta internacional varia de acordo com cada instituição financeira. No geral, os bancos solicitam comprovante de endereço no país da conta, documento pessoal, número de telefone e, em alguns casos, comprovante de renda. Algumas demandam um depósito inicial e o pagamento de tarifas. Nos EUA, pode ser preciso apresentar ainda o Social Security Number – uma espécie de CPF americano.

No caso dos bancos digitais, o processo tende mais simples, podendo ser feito pela internet. Porém, até mesmo essas instituições podem exigir comprovação de residência no exterior. 

Atualmente, a Nomad é a única instituição do mercado que oferece uma conta americana para brasileiros e, por ser baseada nos EUA, a conta é garantida pela Agência Federal dos Estados Unidos (FDIC), que assegura depósitos no país. Além disso, diferente das outras opções, a Nomad não cobra taxas de abertura e manutenção da conta em dólar e recebe TEDs de outras instituições.

Principais vantagens e benefícios da conta Nomad

Além da praticidade e segurança, uma dos pontos de destaque da Nomad é a possibilidade de um câmbio mais baixo. Isso porque a fintech trabalha com a cotação do dólar comercial, que é mais barata que a do turismo.

Além disso, você consegue fazer a compra da moeda diretamente pelo aplicativo e com as melhores taxas do mercado. O IOF é de 1,1%, enquanto o spread (taxa de serviço) fica em até 2%. 

A rapidez do processo é outro diferencial, uma vez que o prazo para conclusão das remessas de câmbio é de apenas 1 dia útil após a identificação do pagamento. 

Passo a passo para abrir sua conta

Com a Nomad é muito simples e rápido abrir a sua conta. Todo o processo é feito de forma digital, a partir do app da Nomad Global.

Para fazer o cadastro, o usuário precisa ser maior de 18 anos e apresentar endereço válido no Brasil, número de telefone brasileiro e passaporte brasileiro válido. 

Assim que o cadastro for aprovado, o cliente recebe uma mensagem e já pode começar a enviar remessas de dinheiro para a conta por meio de uma TED do banco de preferência. 

Para mais detalhes, confira o conteúdo que preparamos sobre o tema: conta em dólar: confira tudo o que você precisa saber!

Não deixe pendências

Seja para quem vai morar no exterior a longo prazo, encerrando uma vida no Brasil, ou para quem vai com data para voltar, uma boa dica é deixar uma procuração em seu nome com alguém de sua confiança. 

Dessa forma, essa pessoa poderá te representar caso algum tipo de burocracia fique em aberto – desde a venda de um imóvel, até a entrega dos aparelhos da TV por assinatura.

Além disso, certifique-se:

Finalizar contas e quitar dívidas

Tenha certeza que todos os débitos foram acertados. Também não deixe de encerrar contas de celular, TV, internet, assinaturas de revistas e tudo que você tiver no seu nome.

Check-up médico

Mesmo para quem vai morar em um país onde o sistema de saúde público funciona, a recomendação é visitar o seu médico e realizar os principais exames. Isso inclui dentista, fisioterapeuta, nutricionista ou qualquer outra especialidade que seja importante para o seu bem-estar.

Além de garantir a partida com a saúde em dia, você terá em mãos as receitas necessárias, caso faça uso de algum tipo de medicação contínua.

Vacinas

Além de comprovar as doses contra a Covid-19, diversos países exigem vacinas específicas para quem vai entrar no país. A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), recomenda que qualquer viajante brasileiro esteja com as seguintes vacinas em dia. São elas:

  • Febre amarela
  • Febre tifóide
  • Difteria
  • Poliomielite
  • Hepatite A e B
  • Tríplice viral
  • Tétano 
  • Raiva 

Considere a antecedência necessária para que a imunização esteja completa e não se esqueça de solicitar o seu Certificado Internacional de Vacinação (CIVP), conforme as orientações divulgadas no site do Governo Federal.

Checklist pré-viagem

Tudo o que é preciso ter em mãos antes de embarcar e partir rumo à nova vida.

– Confira a data e o horário do seu voo

– Passaporte

– Dinheiro em espécie e cartões de crédito e débito

– Pasta com todos os documentos que podem ser solicitados na imigração, tenha comprovação de onde você irá se hospedar, além da carta de aceite da instituição de ensino ou da empresa onde irá trabalhar

– Carteira Internacional de Vacinação

– Certidões e documentos originais brasileiros que levará com você – para evitar transtornos, em caso de extravio de bagagem

– Fones de ouvido

– Celular e carregadores

– Saia para o aeroporto com antecedência para evitar atrasos – e estresse.
Se sente pronto para morar no exterior? Então vamos!


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