Postado em 11 de abril, por NOMAD

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O que é Spread Cambial e quando ele é cobrado? Descubra!

É bem provável que você já tenha ouvido falar na palavra spread relacionada ao ambiente financeiro. Esse termo em inglês, que pode ser traduzido como margem ou amplitude, é utilizado para se referir à diferença entre o valor de compra e venda de um recurso pelas instituições financeiras.

O spread está presente em contextos como Bolsas de Valores, mercado de crédito e empréstimos financeiros, e também na compra e venda de moedas, onde é conhecido por spread cambial.

Neste artigo, vamos explicar o que é e como é cobrado o spread cambial e mostrar como é possível enviar dinheiro para o exterior de forma segura. Continue lendo e saiba mais!

O que é spread cambial?

Basicamente, o spread cambial é a diferença entre o valor que a instituição financeira ou casa de câmbio pagou pela compra de moeda estrangeira e o valor que recebeu por esse dinheiro na hora da venda ou empréstimo da quantia.

Ou seja, pode-se entender o spread como a diferença entre o câmbio comercial e o valor da moeda que é repassado aos clientes da instituição na hora de realizar uma operação financeira em moeda internacional. 

Dessa forma, se um banco ou casa de câmbio estiver negociando dólares a uma tarifa de R$ 4,50 para a compra e R$ 4,70 para a venda, a taxa será de, aproximadamente 4,45%; percentual de diferença entre os dois valores.

O que é spread cambial de compras internacionais?

Ao fazer uma compra internacional, o cliente precisa arcar com a cobrança de tarifas de conversão cambial e impostos que incidem sobre o valor do produto ou serviço adquirido. É importante saber quais as boas práticas de compra no exterior em dólar, pois o preço do produto pode variar de acordo com a cotação da moeda estrangeira no momento da compra. 

Nesse caso, o spread cambial é a diferença entre o câmbio oficial do Banco Central e o câmbio cobrado pela instituição financeira que o cliente utiliza para fazer a compra.

Assim, quando faz uma compra fora do país usando um meio de pagamento brasileiro, o consumidor precisa arcar com a diferença entre o câmbio do Banco Central e do seu banco, o que eleva o custo final do produto. 

Quando o spread cambial é cobrado?

O spread cambial é cobrado quando existe compra, recebimento ou envio internacional de dinheiro (que você pode fazer com a Nomad), ou seja, quando o real é trocado por alguma moeda estrangeira em uma operação financeira. 

Dessa forma, quando um consumidor decide adquirir dólares antes de uma viagem, fazer uma compra em comércio eletrônico do exterior, ou realizar investimentos fora do país, existe a incidência do spread. 

Aplicação do spread

Uma situação em que é possível perceber, de forma muito clara, como o spread cambial é aplicado na prática é em operações de compra e venda de moeda em casas de câmbio. 

Suponha que você tenha uma viagem marcada e vá a um desses estabelecimentos para comprar dólares e encontre uma cotação de R$ 4,50. Porém, um outro cliente vai à mesma casa de câmbio no mesmo dia para vender os dólares que têm e consegue negociar a venda a R$ 4,35.

Esses R$ 0,15 de diferença entre o valor pelo qual a empresa compra a moeda e o valor que vende é o spread cambial. Neste caso, ele tende a ser ainda mais elevado levando em consideração o câmbio turismo. Pode até parecer pouco dinheiro, porém, essa quantia faz bastante diferença no valor final que será pago pelo consumidor.

Em um caso de importação de US$ 100.000,00 em mercadorias de fora do país, por exemplo, a taxa seria de R$ 15.000,00. 

Isso também acontece quando um cliente faz uma transferência de dinheiro para o exterior. Geralmente, o spread será explicitado antes da operação ser finalizada pela instituição financeira. 

Se a taxa for de 1,5%, por exemplo, e a cotação do dólar comercial em vigência for de R$ 4,30, a incidência será de 0,0645. Dessa forma, a cada 1 dólar enviado para o exterior, será cobrado R$ 4,3945, além de impostos e tarifas bancárias aplicáveis. 

Por que o spread cambial é cobrado?

A cobrança do spread é feita pelas instituições financeiras para cobrir os custos de operação, como:

  • gastos administrativos;
  • riscos de inadimplência;
  • margem de lucro. 

Por essa razão, a porcentagem cobrada pode variar de acordo com a empresa que oferece o serviço de câmbio. Assim, é importante pesquisar bem antes de comprar moedas e fazer envios internacionais, de forma a não pagar taxas mais altas. 

Geralmente, os maiores bancos costumam embutir nas operações uma taxa mais elevada, porque  direcionam seus serviços a clientes menos atentos às tarifas de câmbio ou desconhecem instituições focadas em transações cambiais, Essas, por sua vez, oferecem taxas de spread mais atrativas principalmente para operações que envolvam grandes volumes financeiros. 

Demais taxas cobradas em transações internacionais

Além do spread cambial, instituições financeiras cobram outras tarifas na realização de envios de  moeda para o exterior. Veja quais são elas, a seguir. 

IOF

IOF é a sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, tributo federal cobrado sobre transferências internacionais feitas por pessoas físicas ou jurídicas. 

A taxação depende do tipo de operação: em envios de dinheiro para conta bancária internacional de mesma titularidade, a incidência do IOF é de 1,1%. Já para contas de titularidades diferentes, a cobrança é de 0,38%.

Em transações com cartão de débito, crédito ou pré-pago, a taxação de IOF é mais elevada, de 6,38%.  Saiba mais sobre o IOF aqui.

SWIFT (tarifa de envio)

A tarifa de envio SWIFT é cobrada sempre que o cliente realiza uma transferência internacional entre duas contas bancárias distintas que operam em moedas diferentes. Essa  taxa pode ser aplicada tanto ao remetente quanto ao beneficiário da operação, e seu valor não é fixo, variando de acordo com cada banco.

A sigla SWIFT que vem do inglês Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, é um código universal que identifica as instituições bancárias nas transações internacionais. Conheça as principais taxas do dólar em uma conta Nomad Global.

Outros tipos de câmbio

Além do câmbio comercial, tarifa referência no mercado, existem outros dois tipos de câmbio.

Câmbio turismo

O câmbio turismo é aplicado em operações de compra e venda de moeda estrangeira destinada a custear viagens ao exterior. 

Essa tarifa é calculada com base na cotação do câmbio comercial de uma moeda, adicionando ao valor impostos, custos administrativos e margem de lucro, o que torna o câmbio turismo mais caro. 

Câmbio Ptax

O câmbio Ptax é uma taxa de referência fixada pelo Banco Central do Brasil, diariamente, após o fechamento das janelas de negociação do câmbio no mercado. 

Assim, ela oferece a média das operações realizadas durante o dia pelas instituições financeiras e estabelece a base para a cotação do câmbio mesmo fora do horário comercial.

Como enviar dinheiro para o exterior de forma segura

Existem diferentes opções no mercado para quem quer realizar envios de dinheiro para outros países, cada uma delas com taxas e particularidades específicas. 

Bancos

A transferência internacional feita a partir de agências bancárias, no Brasil, é chamada de ordem de pagamento. Para utilizar essa modalidade de envio, o cliente precisa se dirigir até o banco onde tem uma conta ativa e solicitar o serviço. 

Após a confirmação da transferência, pode ser feito o saque do dinheiro na instituição fora do país indicada pelo cliente. 

A ordem de pagamento costuma ser uma das opções mais caras do mercado, já que os bancos nacionais cobram tarifas de até R$500,00, além de ser preciso arcar com IOF, tarifa SWIFT e taxas dos bancos estrangeiros, que variam entre $20 e $40. 

Instituições financeiras

Já existem no mercado diversas empresas e fintechs dedicadas a facilitar as transferências de dinheiro para o exterior. Na maioria delas, é possível fazer todo o processo de forma online, utilizando um aplicativo de smartphone ou site da instituição. 

Além de agilizar esse tipo de transação, o envio de dinheiro para fora do país por meio dessas instituições costuma ser mais vantajoso para o bolso do consumidor, já que há um spread cambial mais baixo e menor incidência de taxas.

O serviço de envio da Nomad Global, por exemplo, é uma das melhores alternativas disponíveis para quem pretende transferir dinheiro para o exterior. O processo é realizado a partir da própria conta Nomad do cliente nos EUA, o que torna a transferência mais simples e rápida.

Além disso, a cotação utilizada é o dólar comercial, e não turismo, resultando em uma conversão final mais favorável para o cliente. A conta Nomad conta ainda com um recurso de cotação real time, em que o app atualiza constantemente, permitindo a escolha do melhor momento para fazer a operação. 

Agora que você já entende o que é spread cambial, que tal conhecer mais sobre a conta corrente da Nomad e experimentar um mundo financeiro sem barreiras?  


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O conteúdo disponibilizado neste artigo não constitui ou deve ser considerado como conselho, recomendação, oferta ou solicitação de quaisquer produtos ou serviços pela Nomad. Este material tem caráter exclusivamente informativo. Para saber mais, acesse https://nomadglobal.com/legal/


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