UM APP COMPLETO PARA VOCê

Postado em 06 de dezembro, por NOMAD

Investimentos

Inflação no Brasil e no mundo: como ela afeta as suas finanças

Caso você acompanhe os noticiários, certamente já se deparou com notícias relacionadas à inflação no Brasil e a preocupação dos bancos centrais, investidores e consumidores sobre o tema.

O que é inflação ?

Segundo o Banco Central do Brasil, a inflação nada mais é do que o aumento dos preços de bens e serviços. Mais precisamente, a inflação é a variação de custo de uma cesta determinada de bens durante um certo período de tempo. Essa cesta inclui itens como alimentação, habitação, transporte, saúde e outras necessidades gerais da população.

Por exemplo, se os preços dos itens inseridos nessa cesta aumentaram, na média, em 5% em 2021, podemos afirmar que a inflação em 2021 foi de 5%.

A inflação é medida, geralmente, por índices de preços que refletem os preços dessa cesta determinada de bens e serviços. No Brasil, há diversos índices de preços, sendo os principais o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Índice Geral de Preços – Mercado (IGPM) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Como a inflação impacta a sua vida?

Na prática, a inflação faz com que o seu dinheiro valha menos com o passar do tempo, permitindo comprar uma quantidade menor de produtos e serviços do que era possível anteriormente com a mesma quantidade de dinheiro.

Já reparou que os preços no supermercado, por exemplo, não param de subir? Segundo o IBGE, nos últimos 12 meses, vários destes produtos já sofreram alta de preço considerável: 

  • o filé mignon subiu 38,1%;
  • o açúcar refinado saltou 47,8%;
  • e o pimentão, líder de aumento, teve 85,4% de alta.
    (preços base de outubro/2021)

No mundo dos negócios, a inflação também prejudica o andamento da economia. Em tempos de alta da inflação, o consumo diminui, o que pode afetar a receita das empresas. Na outra ponta, a matéria-prima para a produção fica mais cara, o que aumenta os custos de produção (inflação de oferta). 

Para piorar, os juros de crédito (pegar dinheiro emprestado) geralmente são maiores, fazendo com que seja mais caro e difícil investir em negócios por parte dos empreendedores, que precisarão de um lucro maior para pagar os juros do empréstimo. Ainda, esse cenário pode vir atrelado a baixo crescimento econômico (estagflação).

O que causa a alta da inflação no Brasil e no mundo?

Vários fatores influenciaram na alta da inflação no Brasil e no mundo, e cada tipo de produto e serviço foi mais ou menos afetado por eles.

Após o colapso da pandemia, em março de 2020, a recuperação da economia foi mais rápida e intensa do que a inicialmente esperada, principalmente pelos programas de transferência direta de renda executados pelos governos de diversos países. 

Só nos EUA, por exemplo, segundo dados do governo federal dos Estados Unidos, foram disponibilizados US$ 3,5 trilhões pelo governo americano para a população. 

Os auxílios foram fundamentais para a população continuar consumindo produtos e serviços, representando um aumento repentino de demanda para um mundo em pandemia.

Sabemos que preços são um equilíbrio entre oferta e demanda. Quando a demanda subiu de forma intensa, empresas não foram capazes de aumentar a capacidade de produção para conseguir acompanhá-la, fazendo com que os produtos ficassem escassos nas prateleiras e os preços subissem 

Além dos fatores citados acima, vistos em diversos países do mundo, o Brasil apresentou alguns fatores extras que agravaram ainda mais o poder de compra do consumidor.

O Brasil passa por uma seca grave – Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o país vive o pior cenário de escassez hídrica há 91 anos. Esse fato aumenta o preço da energia elétrica, que é gerada principalmente pelas hidrelétricas, e gera problemas no cultivo de plantações e na pecuária, tornando energia e alimentos mais caros.

Outro fator importantíssimo para o aumento da inflação no Brasil foi a desvalorização do real frente às principais moedas do mundo. Desde o começo de março de 2020, quando os mercados desabaram com o avanço do coronavírus, até o final do mês de outubro de 2021, o dólar obteve uma valorização de 25,6% frente ao real, e isso possui 2 importantes efeitos para a inflação brasileira:

  • Os produtores locais, principalmente do setor da agropecuária, preferem exportar sua produção e ganhar a renda em dólar do que vender em reais dentro do país, fazendo com que os alimentos fiquem mais escassos aqui – Menor oferta, maior preço.
  • Os produtos importados ficaram mais caros, já que esses são comprados em dólar, geralmente. Esse fato aumenta o preço de aquisição de matéria-prima por parte das empresas, que são obrigadas a aumentar o preço de seus produtos e serviços. Destaque para o aumento do preço do barril de petróleo, geralmente negociado em dólar e fundamental para a produção da gasolina e centenas de outros produtos importantíssimos para a vida como conhecemos hoje.  Segundo o IBGE, a gasolina acumula 42,7% de alta nos últimos 12 meses até outubro.

Como se proteger da inflação?

Um erro muito comum dos investidores iniciantes é não contar com a inflação durante seu planejamento financeiro ou cálculo de rentabilidade. Por exemplo, se você obteve uma rentabilidade anual de 5% e a inflação foi de 7% no mesmo período, seus investimentos obtiveram uma rentabilidade real de -2%.

Felizmente, existem alternativas de investimentos capazes de proteger o investidor da inflação e buscar ganhos reais (ou seja, ganhos acima da inflação).

Uma classe de investimento bastante conhecida que protege o investidor da inflação são os títulos do Tesouro Direto atrelados a índices que medem a inflação. Por exemplo, o Tesouro IPCA e o Tesouro IPCA+ são investimentos cujos retornos estão atrelados ao índice de preços IPCA. 

Títulos do Tesouro Direto nada mais são que dívidas do governo federal brasileiro com você: ao investir em um título do tesouro direto, você está emprestando dinheiro para o governo federal brasileiro, que irá pagar a você juros sobre o capital. Por exemplo, se você comprar um título com rentabilidade IPCA+5,15% com vencimento em 2045, significa que irá ganhar juros à taxa que soma o IPCA+5,15% todos os anos até 2045.

Como se proteger da inflação em dólar?

Assim como no Brasil os investidores podem adquirir títulos emitidos pelo governo federal em reais atrelados à inflação (Tesouro IPCA e Tesouro IPCA+), nos EUA, os investidores podem adquirir títulos emitidos pelo governo federal norte-americano em dólares atrelados à inflação desse país (chamados TIPS ou Treasury Inflation-Protected Securities). 

Os TIPS (Treasury Inflation Protected Securities ou Títulos do Tesouro Protegidos pela Inflação) são títulos vinculados ao Índice de Preços ao Consumidor (CPI ou Consumer Price Index) – A versão americana do nosso IPCA. Com os TIPS, você fica protegido da inflação e têm uma rentabilidade em dólar.

Os títulos emitidos pelo governo federal americano estão entre os investimentos mais seguros do mundo, dada a confiabilidade depositada no governo americano em honrar seus compromissos e pagar suas dívidas aos investidores.

Mas e a poupança? Ela também protege da inflação?

Não necessariamente. A poupança não é um investimento criado para proteger os investidores da inflação.  

Como ilustração, basta olharmos o rendimento da poupança nos últimos anos:

Em 2019, a poupança obteve uma rentabilidade real (descontada a inflação) de -0,05%. Já em 2020, o rendimento piorou para -2,41%. Em 2021, até o fim de outubro, a poupança rendeu  -6,21% em termos reais, ou seja, um rendimento bem abaixo da inflação no período.

#

A NOMAD

873 El Camino Real, Menlo
Park, CA 94025 USA


CONHEÇA NOSSAS MÍDIAS SOCIAIS


© 2022 NOMAD. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

logo ourinvest