por
Time Nomad
10 min.
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Publicado em
20/2/2025
Para quem está se aprofundando no universo dos investimentos, entender sobre alocação de ativos é essencial para construir uma estratégia diversificada e condizente com seu perfil de investidor. Assim, você entende como construir um patrimônio, variando entre renda fixa, renda variável, e outras modalidades de investimentos, inclusive em outros mercados, como o dos Estados Unidos.
Para ajudar na sua estratégia de alocação de ativos, preparamos este guia completo com os pontos mais importantes sobre o assunto, incluindo sua definição, como funciona, os principais tipos e como fazer uma alocação de acordo com seus objetivos. Vamos lá?
A alocação de ativos, também conhecida como asset allocation, é uma estratégia que visa otimizar a distribuição dos investimentos de forma inteligente e equilibrada, respeitando o perfil do investidor e seus objetivos ao criar um portfólio e buscando a melhor relação entre risco e retorno.
Porém, essa abordagem vai muito além de simplesmente investir e manter a carteira parada, esperando os rendimentos aparecerem. A alocação de investimentos propõe uma estrutura mais dinâmica, maximizando o potencial de retorno dos investimentos, enquanto minimiza os riscos envolvidos em determinados ativos, sempre de acordo com o cenário.
Para quem deseja começar essa estratégia, um dos principais pontos é a diversificação. Isso significa sempre procurar distribuir seu dinheiro entre diferentes classes de ativos, como títulos de renda fixa, fundos de investimentos, renda variável, entre outros.
Não existe uma fórmula universal de alocação que funcione para todos. Um dos pontos mais importantes é que a alocação leva em consideração fatores individuais, como sua tolerância a riscos e potenciais perdas, além dos objetivos ao investir.
Além disso, a alocação de ativos pode ser pensada para objetivos de curto, médio e longo prazo, desde a compra de uma viagem até os planos de aposentadoria, permitindo um balanceamento entre ativos.
Outro ponto muito importante sobre a alocação de ativos é a sua capacidade de proporcionar maior estabilidade à sua carteira de investimentos.
Ao distribuir os recursos em diferentes classes de ativos, como renda fixa e variável, você consegue criar uma proteção natural contra as oscilações do mercado, pois, quando uma classe está em baixa, outra pode estar apresentando melhor desempenho, ajudando a equilibrar os resultados gerais da carteira. Um efeito notável ocorre com o dólar: quando os ativos brasileiros estão em queda, normalmente o dólar sobe, criando uma proteção interessante para a sua carteira que explicamos no guia Carteira Blindada.
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A seguir, entenda como funciona a alocação de ativos para começar a fazer a sua estratégia.
A alocação de ativos se inicia com uma análise do perfil do investidor, que leva em consideração aspectos importantes como tolerância ao risco, objetivos financeiros e o tempo que deseja manter os investimentos. Assim, é possível saber se o investidor possui um perfil conservador, moderado ou arrojado e melhor distribuir os valores entre ativos e estratégias.
Este processo resulta na criação do chamado asset mix, que representa a composição total da carteira de investimentos, definindo não apenas quais ativos podem fazer parte do portfólio, mas também a proporção ideal de cada um deles.
Por exemplo, um investidor com perfil moderado pode optar por uma carteira com 70% dos recursos em renda fixa, que oferece maior previsibilidade e segurança, e 30% em renda variável, buscando potencializar os retornos. Um investidor mais arrojado, por sua vez, pode preferir uma composição inversa, com maior exposição à renda variável.
Um aspecto fundamental do funcionamento da alocação de ativos é o processo contínuo de rebalanceamento da carteira. Isso significa que as proporções inicialmente definidas precisam ser periodicamente revisadas e ajustadas, pois o desempenho diferente de cada classe de ativo ao longo do tempo naturalmente altera a composição original do portfólio.
Este rebalanceamento é essencial para manter a estratégia alinhada com os objetivos estabelecidos e o perfil de risco do investidor.
A diversificação estratégica é outro elemento-chave no funcionamento da alocação de ativos, permitindo que o investidor distribua seus recursos entre diferentes tipos de investimentos, como ações, títulos públicos, fundos imobiliários e outros, criando uma proteção natural contra riscos específicos de cada mercado.
Esta abordagem possibilita buscar maiores retornos sem comprometer todo o patrimônio, pois as perdas em um segmento podem ser compensadas por ganhos em outro.
A implementação prática da alocação de ativos também envolve a consideração de fatores temporais e circunstanciais. Os prazos de cada investimento devem ser compatíveis com os objetivos do investidor, e a distribuição dos recursos precisa levar em conta tanto as características pessoais quanto as condições de mercado vigentes.
Este processo permite ajustes conforme mudanças nas circunstâncias pessoais ou no cenário econômico, mantendo a estratégia sempre alinhada com suas necessidades e objetivos.
Como foi dito acima, existem diversas maneiras de realizar a alocação de ativos. Vamos conhecer cada uma delas e suas principais características.
A alocação estratégica de ativos é uma abordagem direta para a composição de uma carteira de investimentos de longo prazo, sendo uma das estratégias mais adotadas por investidores e assessores de investimentos.
Essa metodologia leva em consideração o histórico de rentabilidade dos diferentes tipos de investimentos para estabelecer um planejamento de longo prazo, criando uma distribuição praticamente estática dos recursos entre as diferentes classes de ativos, sendo sua principal característica.
Por exemplo, se um investidor observa que historicamente obtém retornos médios de 30% em renda variável e 10% em renda fixa, ele pode optar por dividir seus investimentos igualmente entre essas duas modalidades, visando uma rentabilidade média de 20% ao longo do tempo.
Ocorrendo oscilações no curto prazo que alterem as proporções da carteira, são realizados ajustes ou rebalanceamentos, mantendo-se fiel à estratégia inicial estabelecida - ou seja, ter sempre a mesma proporção de 50% em cada categoria de ativo.
Já a alocação tática de ativos é uma estratégia mais sofisticada, que se caracteriza pela distribuição de recursos em diferentes horizontes temporais (por quanto tempo o investimento fica na carteira), abrangendo investimentos de curto, médio e longo prazo, e com objetivo principal de aproveitar oportunidades de mercado, como uma alta da Selic, por exemplo.
Esta abordagem se diferencia por sua natureza mais dinâmica que a alocação estratégica, onde as decisões de investimento são fortemente influenciadas pelo cenário econômico vigente e pelas movimentações do mercado, exigindo um acompanhamento contínuo e ajustes frequentes na composição da carteira.
Por ser mais complexa e exigir do investidor um acompanhamento constante do mercado, a alocação tática é especialmente recomendada para investidores mais experientes, que já possuem um conhecimento aprofundado do mercado financeiro e familiaridade com operações de compra e venda de ativos, ou para aqueles que contam com o apoio de um profissional de investimentos ou assessor.
Outra estratégia de alocação de ativos é a segurada, considerada uma das mais inovadoras do mercado, pois utiliza as perdas potenciais como principal parâmetro para determinar a composição da carteira.
Este modelo estabelece um limite máximo de perdas aceitáveis, funcionando como um mecanismo de proteção que ajuda a preservar o patrimônio do investidor em momentos de maior volatilidade do mercado.
Assim, quando a carteira atinge o percentual máximo de desvalorização previamente estabelecido, o investidor realiza uma realocação dos recursos para ativos de baixíssimo risco, como títulos do Tesouro Direto, por exemplo.
Esta característica torna a alocação segurada especialmente atrativa para investidores de perfil mais conservador que desejam explorar oportunidades de maiores retornos sem comprometer significativamente seu capital inicial, oferecendo uma espécie de "rede de proteção" que limita as perdas potenciais do portfólio.
Para implementar uma estratégia de alocação de ativos eficiente, o primeiro passo é determinar seu perfil de investidor através de uma análise honesta sobre sua tolerância ao risco e conhecimento do mercado financeiro.
Esta etapa inicial é crucial pois estabelece as bases para todas as decisões subsequentes, ajudando a definir quais tipos de investimentos serão mais adequados para seu perfil, seja ele conservador, moderado ou arrojado.
Depois, é o momento de estabelecer objetivos claros e definir horizontes temporais específicos para cada meta financeira. Isto significa identificar precisamente quais são seus alvos - seja a aposentadoria, a compra de um imóvel, a formação dos filhos ou a constituição de uma reserva de emergência - e estabelecer prazos realistas para alcançá-los.
Os objetivos podem ser classificados em curto prazo (até 1 ano), médio prazo (1 a 5 anos) e longo prazo (mais de 5 anos), sendo que cada horizonte temporal demandará diferentes estratégias de alocação.
O próximo passo é selecionar a estratégia de alocação mais adequada ao seu perfil e objetivos, considerando opções como alocação tática, estratégica ou dinâmica.
Esta escolha deve levar em conta não apenas seu perfil de risco, mas também quanto tempo você pode dedicar ao acompanhamento dos investimentos. Por exemplo, investidores com menos tempo disponível podem optar por estratégias mais estáticas, enquanto aqueles que podem fazer um acompanhamento mais próximo podem escolher abordagens mais dinâmicas.
Por fim, é fundamental estabelecer uma rotina de acompanhamento e rebalanceamento da carteira. Com o tempo, as proporções inicialmente definidas podem se alterar devido ao desempenho diferente de cada ativo, sendo necessário realizar ajustes periódicos para manter a estratégia alinhada com seus objetivos.
Além disso, mudanças em suas circunstâncias pessoais ou no cenário econômico podem demandar revisões na estratégia de alocação, tornando este um processo dinâmico e contínuo.
Comece a criar sua estratégia de alocação de investimentos. Você entenderá mais sobre o seu perfil de investidor com este artigo e saber quais ativos podem compor sua carteira.
Agora que você já sabe o que é e como funciona a alocação de ativos e como adequar essa estratégia ao seu perfil de investidor, que tal aproveitar para incluir ativos em moeda forte na sua carteira?
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