por
Time Nomad
12 min.
-
Publicado em
28/3/2025
Quando se aventurar no universo da bolsa de valores, compreender os custos operacionais é crucial. Para iniciantes, uma dúvida comum é: "o que é corretagem?".
As corretoras de valores atuam como intermediárias entre os investidores e as Bolsas de Valores, viabilizando o envio de ordens de compra e venda por meio de plataformas como o home broker ou mesas de operações. Essa intermediação acarreta a cobrança de uma taxa, conhecida como corretagem.
Este artigo vai te explicar o conceito de corretagem, detalhando sua forma de cobrança e o impacto nas negociações, além de abordar outras taxas eventualmente cobradas por corretoras.
A corretagem é uma taxa cobrada por corretoras de valores autorizadas a intermediar a compra e venda de ativos financeiros disponíveis no mercado. Isso acontece porque não é possível enviar ordens de compra e venda de ativos diretamente para as Bolsas de Valores, como B3, NYSE e Nasdaq.
Por exemplo, ao comprar ações de determinada empresa em bolsa, a corretora ou instituição financeira pode cobrar a taxa de corretagem por conta deste serviço. Geralmente, a corretagem se aplica a diferentes produtos além de ações, como fundos imobiliários, contratos futuros e outros instrumentos financeiros.
Existem diferentes modalidades de cobrança da taxa de corretagem. Ela pode ser fixa, onde se paga um valor predeterminado independentemente do volume negociado, ou pode ser variável, calculada como um percentual sobre o valor total da operação. Há corretoras que optam pelo modelo misto, que combina uma taxa fixa mais um percentual.
Porém, algumas corretoras oferecem pacotes com taxas reduzidas ou até mesmo isenção de corretagem para determinados tipos de operações ou perfis de investidores, como operadores de day trade e contratos futuros.
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Essa taxa serve para ajudar a custear o funcionamento e operações da corretora, oferecendo a infraestrutura, sistemas e serviços para que as operações possam ser realizadas de forma segura e regulamentada.
O serviço que essas instituições fornecem vai muito além de simplesmente executar ordens de compra e venda, englobando toda uma estrutura operacional e tecnológica necessária para garantir que as transações aconteçam da forma correta tanto para o investidor, quanto para operadores do mercado financeiro.
Um dos principais componentes desse serviço é o acesso às plataformas de negociação, conhecidas como home broker. Através dessas plataformas, os investidores podem realizar suas operações de forma autônoma, acompanhar cotações em tempo real, visualizar gráficos e indicadores sobre o ativo, além de ter acesso a ofertas e outras informações cruciais para compra e venda de ativos.
Além disso, as corretoras disponibilizam diversos recursos para auxiliar os investidores, como relatórios de análise, recomendações de investimentos, ferramentas para análise técnica e fundamentalista, e alertas personalizados de preços.
Por fim, a taxa de corretagem também contribui para custear a infraestrutura administrativa e regulatória das corretoras, como o cumprimento de exigências legais e regulatórias, a manutenção de sistemas de segurança e backup, o processamento e registro das operações, além da gestão de riscos e controles internos.
Todo esse sistema é fundamental para garantir a integridade das operações e a proteção dos investidores.
Outra taxa bastante comum de ser cobrada é a taxa de custódia. Ela pode ser cobrada junto com a de corretagem, por isso é essencial saber diferenciá-las e entender todos os custos que podem envolver um investimento.
Enquanto a taxa de corretagem é cobrada pela intermediação nas operações de compra e venda de ativos, a taxa de custódia está relacionada ao serviço de guarda e manutenção dos investimentos junto à corretora.
Uma diferença importante entre as duas taxas está na frequência e no motivo da cobrança. A taxa de corretagem é pontual e só incide quando há negociação, enquanto a taxa de custódia é recorrente, sendo cobrada independentemente de haver operações no período.
Por exemplo, se um investidor compra ações e as mantém por um longo período sem realizar novas operações, ele pagará a taxa de corretagem apenas no momento da compra, mas continuará pagando a taxa de custódia mensalmente pela guarda desses ativos.
Atualmente, muitas corretoras oferecem isenção de uma ou ambas as taxas como estratégia comercial. Por exemplo, é comum encontrar corretoras que não cobram taxa de custódia para investimentos em renda fixa ou que oferecem corretagem zero para determinados tipos de operações.
No entanto, é importante que o investidor analise cuidadosamente todas as taxas e custos envolvidos, pois mesmo quando há isenção de uma taxa, podem existir outras cobranças que impactam o resultado final do investimento.
Como explicado acima, existem tipos de corretagem que podem ser cobradas pelas instituições em que você negocia ativos financeiros. Para entender melhor os modelos de cobranças existentes, confira quais são os tipos e como funcionam.
A corretagem fixa é caracterizada por um valor predeterminado que é cobrado por operação, independentemente do volume financeiro negociado.
Por exemplo, se uma corretora estabelece uma taxa fixa de R$ 10,00 por operação, o investidor pagará o mesmo valor seja comprando R$ 1.000 ou R$ 100.000 em ações. Este modelo pode ser mais vantajoso para quem realiza operações com valores mais elevados, pois o custo proporcional diminui conforme o volume aumenta.
Na modalidade de corretagem variável, a taxa é expressa como porcentagem sobre o valor total da operação.
Por exemplo, uma corretora pode cobrar 0,5% sobre o valor negociado. Assim, em uma operação de R$ 10.000, a taxa seria de R$ 50,00, enquanto em uma operação de R$ 20.000, seria de R$ 100,00. Este modelo pode ser mais adequado para investidores que operam com valores menores, pois o custo se ajusta proporcionalmente ao volume negociado.
Este é um modelo híbrido que combina as duas modalidades anteriores. A corretora cobra uma taxa fixa mais um percentual sobre o valor da operação. Por exemplo, pode ser cobrado R$ 10,00 fixos mais 0,1% sobre o valor negociado. Desta forma, em uma operação de R$ 10.000, além dos R$ 10,00 fixos, seria cobrado R$ 10,00 (0,1% de R$10.000), totalizando R$ 20,00 de corretagem.
Uma tendência crescente no mercado é a oferta de corretagem zero, onde a corretora não cobra taxa de corretagem em determinadas operações ou para certos tipos de ativos.
Esta modalidade tem se tornado comum especialmente para operações com renda fixa, fundos imobiliários e algumas operações específicas com ações. É importante notar que, mesmo quando não haja cobrança de corretagem, outros custos podem incidir sobre as operações, como a taxa de custódia.
Este tipo de corretagem é específica para operações com contratos futuros e derivativos, cobrando um valor fixo por contrato negociado, independentemente do valor financeiro envolvido. Este modelo é mais comum em operações no mercado de derivativos, day traders e investidores que operam com frequência nestes mercados e com contratos futuros.
Além da taxa de corretagem e de custódia, outras taxas podem ser cobradas dos investidores. É importante ressaltar que nem todas estas taxas se aplicam a todos os tipos de investimento. Cada produto financeiro tem sua própria estrutura de custos.
As taxas mais comuns são:
Os emolumentos são taxas cobradas pelas bolsas de valores para cobrir os custos operacionais das negociações e da infraestrutura do mercado. São cobrados em cada operação de compra ou venda e variam de acordo com o tipo de ativo e o volume negociado.
Por exemplo, nas operações com ações na B3, a bolsa brasileira, os emolumentos costumam representar cerca de 0,0325% do valor da operação, sendo cobrados tanto na compra quanto na venda.
Esta é uma taxa cobrada principalmente em fundos de investimento, sendo um percentual anual calculado sobre o patrimônio total investido. Ela serve para remunerar a gestão do fundo e é cobrada independentemente do seu desempenho.
Por exemplo, um fundo com taxa de administração de 1,5% ao ano cobrará este percentual sobre o valor investido, sendo debitada proporcionalmente de forma diária do patrimônio do fundo.
Também comum em fundos de investimento, a taxa de performance é cobrada quando o fundo supera um determinado indicador de referência (benchmark).
Por exemplo, se um fundo estabelece uma taxa de performance de 20% sobre o que exceder o CDI, e o fundo render 15%, enquanto o CDI render 10%, a taxa será calculada sobre os 5% excedentes. É uma forma de alinhar os interesses dos gestores com os dos investidores.
O ISS é um imposto que incide sobre o valor da corretagem, geralmente em torno de 5%. Por exemplo, se a taxa de corretagem for R$ 10,00, haverá uma cobrança adicional de R$ 0,50 referente ao ISS. Este imposto é recolhido pela corretora e repassado ao município onde ela está estabelecida.
Cobrada para registrar operações em determinados mercados, como o de derivativos. Esta taxa serve para custear o sistema que mantém o registro e o controle das posições dos investidores. O valor varia conforme o tipo de contrato e o mercado em questão.
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