por
Time Nomad
12 min.
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Publicado em
19/3/2025
Se você já investe, provavelmente tem uma parcela de renda fixa na carteira de ativos. Nesse caso, é bem possível que a marcação a mercado afete uma parte dos seus investimentos, mesmo que você não tenha familiaridade com esse termo. Por exemplo, se você adquiriu os investimentos e, ao consultar o extrato, se deparou com um valor diferente, a oscilação se deve à marcação a mercado.
Mas como esse mecanismo funciona na prática? Neste artigo, você irá aprender o que é a marcação a mercado, exemplos de como funciona na prática e sua importância dentro dos investimentos. Descubra também alguns títulos que são marcados no mercado e sua influência também no mercado americano. Confira!
A marcação a mercado é o ajuste, normalmente diário, do preço de um título, refletindo o valor atualizado caso ele fosse negociado naquele momento. Como sabemos que o mercado oscila diariamente, a marcação a mercado também acompanha essa oscilação e o nível de demanda e de oferta.
Um ponto importante para entender a marcação a mercado é que o preço de compra não necessariamente interfere na remuneração que o investidor poderá receber, e sim no preço do ativo ao longo do tempo.
Por exemplo, se você investiu em um ativo que remunera em 10,75% ao ano e com vencimento em 3 anos, mas decidiu vender antes do prazo final, a remuneração é feita com a taxa no momento da venda, que pode ser maior ou menor, caso a taxa seja.
Então vamos imaginar o seguinte cenário: no momento da compra do ativo, a Selic estava em 10,75% e agora está em 11,75%. Se um investidor adquirir o mesmo título que o seu, aquele comprado a 10,75% estará menos valorizado, portanto, irá valer menos ao ser marcado a mercado. Mas isso não significa que você terá perdas pela desvalorização do ativo, somente se vender o papel antes do vencimento.
Existem vários fatores que podem influenciar a marcação a mercado de um ativo, incluindo a oferta e demanda, a liquidez, a rentabilidade e as condições macroeconômicas. A oferta e demanda se referem à relação entre a quantidade de um ativo disponível e a quantidade que os investidores desejam comprar.
Já a liquidez mostra a facilidade com que um ativo pode ser comprado ou vendido no mercado. A rentabilidade se refere ao retorno que um ativo pode gerar para o investidor. As condições macroeconômicas são sobre o estado geral da economia, como taxas de juros, inflação e perspectivas de crescimento econômico. Mais a frente, iremos explorar melhor fatores que influenciam a marcação a mercado.
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Por conta dos fatores que influenciam seu valor, a marcação a mercado é bastante utilizada em investimentos, como títulos de renda fixa, ações, fundos de investimentos e outros.
Por exemplo, no caso de títulos de renda fixa, a marcação a mercado é usada para determinar o preço pelo qual um título pode ser vendido antes do vencimento. Já no mercado de ações, em que é possível observar a marcação a mercado funcionando de forma instantânea, ela é usada para determinar o preço pelo qual uma ação pode ser comprada ou vendida, dependendo das condições do momento.
Com isso, os investidores podem acompanhar as flutuações do mercado e entender como elas afetam seus investimentos, ajudando na tomada de decisões sobre quando comprar ou vender ativos. A marcação a mercado também promove maior transparência no mercado financeiro, garantindo que os investidores tenham acesso a informações precisas sobre o valor de seus investimentos.
A marcação a mercado é utilizada para ajustes diários no valor de um ativo, com vantagens e desvantagens para investidores, que devem ser levados em consideração para uma tomada de decisão sobre investimentos de forma mais inteligente.
Uma das principais vantagens da marcação a mercado é que ela fornece uma avaliação mais precisa do valor de um ativo no mercado secundário, dando visibilidade para o investidor se ele pode ganhar ou perder dinheiro naquele momento ou se é mais vantajoso manter o título até o vencimento.
Além disso, a marcação a mercado promove transparência no mercado, ao exigir que os preços dos ativos sejam divulgados publicamente, dando aos investidores uma visão clara e atualizada do valor de seus investimentos, principalmente sobre momento para vender determinado ativo ou comprar mais.
Isso é essencial para fazer uma gestão de riscos do seu patrimônio e comparar diferentes ativos, escolhendo opções mais adequadas de acordo com o momento do mercado.
Por outro lado, a marcação a mercado acompanha a volatilidade do mercado e o preço de um ativo pode variar significativamente em um curto período de tempo, o que pode gerar perdas para os investidores caso vendam o ativo antes do prazo final. Além disso, é uma métrica pode ser complexa e difícil de ser acompanhada por alguns investidores, especialmente para aqueles que não possuem conhecimento profundo do mercado financeiro.
Outra desvantagem é que a marcação a mercado pode ser influenciada por fatores externos, como notícias e eventos geopolíticos, que podem afetar o preço de um ativo de forma imprevisível, o que assusta alguns investidores, principalmente aqueles com aversão a riscos.
Diversos fatores influenciam essa variação, afinal, o mercado financeiro é bastante sensível a mudanças.
Um dos principais fatores que influenciam a marcação a mercado é a duration, métrica relacionada ao período até o vencimento do ativo, e expressa em anos. Quanto mais distante está o vencimento do ativo, maior tende a ser a sua sensibilidade aos eventos de mercado que geram as mudanças de preço a mercado.
Também é importante se atentar à liquidez, ou seja, a facilidade com que um ativo pode ser comprado ou vendido no mercado. Ativos com alta liquidez tendem a ter preços mais estáveis, pois há um grande número de compradores e vendedores dispostos a negociar. Por outro lado, ativos com baixa liquidez podem apresentar preços mais voláteis, pois a falta de compradores ou vendedores pode dificultar a negociação.
As condições macroeconômicas também desempenham um papel importante na marcação a mercado. Fatores como taxas de juros, no Brasil, a Selic, inflação, dívida pública e crescimento econômico podem afetar o preço dos ativos e sua avaliação.
A oferta e a procura também são fatores-chave na marcação a mercado. Quando a demanda por um ativo é maior que a oferta, seu preço tende a subir. Por outro lado, quando a oferta é maior que a demanda, o preço tende a cair.
Importante ressaltar que os efeitos da marcação a mercado na renda fixa só acontecem de fato em caso de venda ou resgate antecipado de um ativo, podendo gerar lucro ou prejuízo para o investidor dependendo das condições de venda naquele momento.
Como reforçado anteriormente, a marcação a mercado possui influência direta nos investimentos de renda fixa e variável. Não é apenas no Brasil que essa métrica é utilizada, o mercado global utiliza a marcação a mercado para precificar o valor de compra e venda de ativos, inclusive os Estados Unidos.
No Brasil, os principais investimentos de renda fixa impactados pela marcação a mercado são os títulos públicos do Tesouro Direto, como o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+. Ela também se aplica a outros títulos de renda fixa, como Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio (CRIs e CRAs) e debêntures.
Nos Estados Unidos, a marcação a mercado afeta investimentos como os bonds, nome dado aos ativos de renda fixa do país, especialmente os de longo prazo. Ativos como ações, commodities e cotas de fundos de investimento, tanto no Brasil quanto nos EUA, também sofrem os impactos da marcação a mercado. Por exemplo, se você comprou um título de 10 anos a uma taxa de 4,5% ao ano, pode esperar o vencimento ou vender o título a preço de mercado.
Reforçando: a marcação a mercado não significa perda de dinheiro, mas apenas uma atualização do valor do investimento. No caso de títulos de renda fixa, o valor final será recebido integralmente se o investidor mantiver o título até o vencimento. No entanto, se precisar resgatar o investimento antes do prazo, poderá haver ganhos ou perdas, dependendo da marcação naquele momento.
Por isso, é uma métrica tão importante de ser acompanhada.
Além da marcação a mercado, o mercado acompanha a marcação na curva, que são dois métodos distintos para avaliar o valor de um título de renda fixa. A principal diferença entre os dois está na forma como cada método precifica o título.
A marcação a mercado atualiza diariamente o valor do título com base nas condições atuais do mercado, refletindo o preço que os investidores pagariam por ele naquele momento por todos os fatores já listados acima.
Já a marcação na curva desconsidera as condições de mercado e mantém o valor do título ajustado conforme o tempo passa até o vencimento, com base na taxa de juros acordada no momento da compra. Esse método é mais estável e focado no longo prazo, porém pode não refletir o valor real de mercado do título em um dado momento.
Ambos são métricas importantes e devem ser utilizadas para decidir quais ativos escolher para o seu portfólio.
Como podemos observar, a marcação a mercado desempenha um papel fundamental nos investimentos, principalmente de renda variável e também de renda fixa. Tão importante quanto acompanhar essa métrica é saber diversificar seu patrimônio e aproveitar novas oportunidades em mercados globais.
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