por
Time Nomad
10 min.
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Publicado em
27/2/2025
O mercado de ações é um ambiente de alta volatilidade, na qual o preço dos ativos tendem a variar ao longo do tempo.. Quando a tendência do mercado se direciona para uma baixa estrutural, surge o fenômeno conhecido como bear market.
Basicamente, esse termo se refere a uma queda generalizada no preço dos ativos, é negativo no curto prazo. O ponto-chave é entender que, mesmo nesse contexto, existem oportunidades relevantes, especialmente quando a oportunidade é de longo prazo. Esse é o motivo pelo qual vale a pena entender o que é bear market. Conheça o conceito neste post.
Bear market é o termo usado para indicar uma queda generalizada de 20% ou mais no preço dos ativos do mercado financeiro, influência de um pessimismo generalizado entre os investidores e a um prejuízo significativo com a desvalorização dos ativos. A tradução livre significa “mercado do urso” e se refere às patadas dadas de cima para baixo pelo animal quando está em posição de ataque.
Na prática, o bear market representa uma situação momentânea(mas não perpétua), o que afeta a confiança do mercado e dos investidores que o integram. Todo esse cenário faz com que mais investidores retirem seu capital daquele mercado e migrem para outros mais estáveis.
Se você tiver a oportunidade de esperar, porém, tem a chance de comprar as ações por um preço muito mais baixo do que o normal. Com isso, pode haver ganhos expressivos com a correção das expectativas, levando o ativo a um preço maior no futuro.
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O bear market funciona por meio da desaceleração econômica, que torna o cenário do país com mais incertezas. Normalmente associado a um cenário onde a inflação aumenta, as taxas de juros crescem e os ativos tendem a apresentar uma queda de preço por conta da possível desaceleração econômica e um maior prêmio de risco.
Essa situação gera um efeito em cascata. De um lado, as empresas passam a registrar resultados negativos, com queda nos lucros. Ao mesmo tempo, a alta da inflação e das taxas de juros impactam o acesso ao crédito, encarecendo e dificultando o empréstimo e financiamentos pelas companhias.
É claro que essa é uma explicação simples e que abrange boa parte dos casos, mas pode haver exceções. De todo modo, esse contexto diminui a confiança dos investidores, que passam a se desfazer de suas posições. Na prática, isso significa que há vendas em massa de ativos financeiros e uma migração para outros ambientes.
Por exemplo, é durante o bear market que muitos investidores decidem investir no exterior, especialmente em economias mais estáveis e com uma moeda mais valorizada do que o real, como os Estados Unidos. Essa é uma estratégia de hedge voltada para a dolarização do patrimônio, evitando perdas.
A duração do bear market varia muito, ficando entre alguns meses até diversos anos. A falta de resposta precisa é derivada dos fatores sociais, econômicos e políticos, que interferem na estabilidade de determinado país. O fim desse período, portanto, acontece com a sustentação dos preços dos ativos em uma posição de recuperação.
Aqui é importante destacar que um período de bear market pode registrar alta nos preços de um ou mais ativos, mas tende sempre a ser acompanhada por um período de baixa generalizada.
As diferenças entre bull market e bear market são as tendências de movimento opostas, os sentimentos dos investidores e as perspectivas para o mercado e a economia. Enquanto no mercado de touro(bull) o preço dos ativos registra uma elevação prolongada, no mercado de urso há uma queda contínua.
Essas características fazem com que os investidores fiquem mais otimistas (bull market) ou pessimistas (bear market). No primeiro caso, eles tendem a comprar mais ativos, o que contribui para a diversificação da carteira de investimentos.
No segundo, eles tendem a se desfazer das suas posições justamente devido ao cenário negativo do mercado. Nesse ambiente, diferentes estratégias de investimento podem ser adotadas para melhorar os resultados obtidos na renda fixa ou variável.
Existem vários exemplos de períodos de bear market no Brasil e nos Estados Unidos. Veja alguns deles e entenda quais foram as causas e consequências em cada caso.
A chamada bolha da internet, ou crise das pontocom, afetou as empresas de tecnologia, especialmente. Houve uma supervalorização dos ativos nos EUA devido à especulação financeira e isso atingiu vários países do mundo, inclusive o Brasil. Logo depois, em 2001, a crise argentina também respingou no nosso país.
A chamada crise do subprime no mercado americano começou ainda em 2007, mas gerou efeitos negativos em todo o mundo. O problema foi gerado por uma bolha imobiliária, quando norte-americanos contrataram empréstimos hipotecários de alto risco e não conseguiram arcar com suas dívidas.
Com o passar das semanas, o banco de investimentos Lehman Brothers faliu, o que agravou a situação. O Brasil sofreu menos efeitos, ainda que tenha tido problemas.
Neste período, uma recessão econômica foi se formando, com agravamento nos anos de 2015 e 2016. O cenário de incertezas econômicas foi potencializado pela política, já que esses anos foram marcados por manifestações e pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Com isso, o índice Bovespa registrou uma queda de 50%.
Em 2020, os reflexos do isolamento social devido à pandemia de COVID-19 levaram a um cenário de bear market. O motivo foi a redução da cadeia produtiva e de toda a economia.
A diversificação de investimentos é essencial em um cenário de bear market. Essa estratégia protege o seu portfólio, especialmente quando você opta por aplicar seu dinheiro no exterior.
Se for possível, compre ativos com um preço mais baixo e foque o longo prazo. Sabendo como funciona o bear market, você entenderá que é difícil aproveitar a volatilidade para ter um lucro maior em operações rápidas. O recomendado é ter um horizonte mais amplo e investir de forma regular.
Ainda que seja tentador mudar a estratégia no período de bear market, se atente e respeite o seu perfil de investidor. Uma dica é evitar as decisões emocionais, que tendem a prejudicar a sua capacidade de agir racionalmente.
Os ativos seguros oferecem menos exposição a riscos. De certo modo, você já tem esse benefício ao investir em um mercado sólido, como o americano. Mas ainda existem mais possibilidades dentro desse ambiente, como a renda fixa dos EUA.
Qualquer que seja a sua escolha, é importante entender que o bear market é um período difícil, mas que traz boas oportunidades para quem age de maneira estratégica. E você pode potencializar seus resultados com uma conta de investimento internacional, totalmente regulamentada no mercado americano e com um bom portfólio de ativos.
Construir um patrimônio em dólar pode trazer maior segurança e potencial de valorização ao longo do tempo, inclusive em períodos de bear market. E nesse sentido, a Nomad oferece uma plataforma completa de investimentos para quem deseja comprar ativos americanos com praticidade e segurança no mercado internacional.
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