por
Nickolas Lobo
Danilo Igliori
3 min
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Publicado em
6/3/2025
Nas duas últimas semanas, o mercado vem atribuindo um maior peso à incerteza gerada pela política tarifária do governo Trump. Efeito direto disso, o S&P500 devolveu todo o ganho acumulado desde a eleição em novembro passado. Mas quais são, afinal, os efeitos das tarifas?
A Tax Foundation (organização de pesquisa global apartidária) estima que a alíquota média de tarifas sobre as importações aumentaria de 2,5% em 2024 para 13,8%, caso todas as tarifas propostas até o momento fossem impostas. Essa seria a taxa mais alta desde 1939, ou seja, desde o fim da Grande Depressão. A Tax Foundation estimou ainda que as tarifas propostas poderiam reduzir a produção dos EUA, impactando negativamente os lucros em uma média de 1,7% a 2,2% em 2026.
Mais tarifas = mais arrecadação?
De acordo com a Tax Foundation, se as tarifas forem impostas em conjunto, e as alíquotas se acumularem sobre as taxas existentes, a receita arrecadada seria menor, pois as importações cairiam em níveis mais significativos. Ou seja: no agregado, os efeitos estimados das tarifas seriam negativos sobre a atividade econômica e sobre a arrecadação dos EUA.
O argumento principal da adoção de tarifas sugere que o aumento de preços de bens importados vai aumentar o incentivo para a substituição por produtos produzidos localmente. No entanto, existem muitas dúvidas do que seria viável substituir no curto e médio prazos.
O que foi anunciado?
Nickolas Lobo
Analista de Research da Nomad, com 5 anos de experiência no mercado financeiro, com passagem pela Spectra, Banco Modal e mais de 3 anos trabalhando em equities globais, principalmente no mercado americano, na RXZ Investimentos. É graduado em Economia pelo Insper
Danilo Igliori
Economista-chefe da Nomad. Professor do Departamento de Economia da FEA-USP, PhD pela Universidade de Cambridge. Foi um dos fundadores da DataZAP, no Brasil já atuou em empresas como BTG Pactual, Unibanco, Vale, Grupo Zap e OLX, e no Reino Unido, em agências internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento.
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